Pesquisa escancara desgaste e má gestão: Sérgio Reis fecha primeiro ano em crise e apenas com 49% de aprovação_*

A pesquisa de opinião realizada pela W1 pesquisas, escancara aquilo que vem sendo denunciado ao longo de todo o ano: a gestão do prefeito Sérgio Reis não conseguiu convencer a população de Lagarto. Segundo o levantamento, apenas 49,6% aprovam a forma como o município vem sendo administrado. Outros 33,7% desaprovam diretamente, enquanto 16,7% não souberam ou preferiram não responder. Na prática, Sérgio termina seu primeiro ano sem maioria, sem respaldo sólido e com um cenário claro de insatisfação popular.

Em política, especialmente no primeiro ano de mandato, esse número é péssimo. É justamente no início da gestão que prefeitos costumam colher os melhores índices, impulsionados pela expectativa, pelo discurso de mudança e pela chamada “lua de mel” com o eleitorado. Quando nem esse período garante aprovação acima de 50%, o recado das ruas é inequívoco: a população já percebeu que as promessas não se converteram em resultados.

O índice baixo não surge do nada. Ele é consequência direta de uma sucessão de episódios que marcaram negativamente o ano de 2025 em Lagarto e que já foram amplamente denunciados. Promessas de campanha ficaram no discurso, enquanto projetos impopulares avançaram na Câmara de forma acelerada, sem diálogo e ignorando sindicatos, servidores e a sociedade civil. O caso do PCCV aprovado a toque de caixa, mesmo rejeitado pelos trabalhadores, virou símbolo dessa postura autoritária, vendida nas redes da Prefeitura como “valorização”, mas denunciada pelos próprios servidores como maquiagem e fake news.

Enquanto o servidor efetivo amarga congelamento salarial até 2027, cargos comissionados foram agraciados com aumentos generosos, em alguns casos beirando 200%. A mensagem transmitida é clara: quem estudou, prestou concurso e sustenta a máquina pública não é prioridade. A desvalorização chegou a tal ponto que até servidores aposentados relatam humilhação e abandono por parte da gestão.

Na saúde, o cenário é de colapso permanente. Falta de medicamentos, precarização dos serviços e uma população cada vez mais dependente de favores políticos para acessar o que deveria ser direito básico. Ao mesmo tempo, licitações milionárias e contratos considerados duvidosos seguem avançando, alimentando a sensação de que há dinheiro para tudo — menos para o que realmente importa.

Projetos sociais foram deixados de lado, comunidades seguem abandonadas, equipamentos públicos deterioram sem manutenção e a resposta da gestão, quase sempre, é o marketing. Posts bem produzidos tentam vender uma realidade paralela, mas os comentários da população contam outra história: revolta, frustração e cansaço.

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